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terça-feira, 26 de outubro de 2010

CORDVIDA: Perspectivas para células-tronco

Nos próximos anos, serão colhidos os frutos das pesquisas que estão sendo realizadas em torno dos tratamentos e avanços com células-tronco. Os resultados mostrarão quais células são mais adequadas para cada tratamento e doenças e o valor das células adultas, como as encontradas nas gorduras e no cordão umbilical. Doenças como o Parkinson e diabetes, assim como a ajuda no tratamento de pacientes paralíticos também serão pontos com ganho de benefícios importantes.

O conhecimento básico sobre biologia humana adquirido nos estudos das células-tronco poderá gerar formas indiretas para a melhora da qualidade de vida de todos.

No Brasil, os Ministérios da Saúde e da Ciência e Tecnologia estão investindo adicionalmente em pesquisas com células-tronco; a Rede Nacional de Terapia Celular foi criada a fim de estruturar o esforço nacional de pesquisa em terapia celular e ampliar a geração de conhecimento por meio de maior interação na comunidade científica, além de qualificar novos profissionais.

Os pacientes apresentam urgência na resolução de seus casos, causando um ambiente de pressão para que as pesquisas com as células-tronco sejam realizadas rapidamente. Porém, o desenvolvimento científico precisa ser feito com responsabilidade e cautela, para que as pessoas não sejam submetidas a riscos desnecessários.

Fonte: Artigo Dossiê Células-Tronco por Lygia V. Pereira

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

CORDVIDA: FONTE DE CÉLULAS-TRONCO ADULTAS

Sangue do Cordão Umbilical

1 - A hematopoese fetal ocorre principalmente no fígado, onde estão as células-tronco que produzem as células do sangue. No meio da gestação , gradualmente, estas células começam a migrar para o seu local definitivo: a medula óssea.

2 - No seu trajeto, até a medula óssea, as células-tronco hematopoéticas circulam com as outras células sanguíneas do feto e passam pelos vasos do cordão umbilical e pela placenta, local onde o sangue fetal recebe oxigênio e nutrientes direto do organismo materno.


3 - O sangue oxigenado e rico em nutrientes circula de volta da placenta para o feto, enquanto as células-tronco vão migrando gradativamente para a medula óssea. Este processo se intensifica no 3º trimestre e próximo ao parto. Por este motivo, o sangue do cordão umbilical é tão rico em células-tronco.

4 - No epitélio do cordão umbilical existem células-tronco mesenquimais e células progrnitoras endoteliais (células com funções regeneradoras e imunológicas).

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CordVida e o processo de armazenamento das Células-Tronco passo-a-passo

O processo de armazenamento das células-tronco do sangue do cordão umbilical é divido em quatro etapas. São elas: coleta, transporte, processamento e criopreservação.

Coleta : Os pais e obstetra receberão o número da hotline CordVida 24 horas para que possam entrar em contato pouco antes do parto. Quando o momento do nascimento chegar, uma enfermeira especializada da CordVida estará presente no hospital para realizar o processo de coleta do sangue do cordão umbilical. Se houver preferência , o próprio médico da família poderá fazer a coleta, nesse caso a enfermeira permanecerá para fornecer informações.
O processo de coleta da CordVida é simples, rápido e indolor, já que é realizado após a placenta ser expelida e o cordão cortado. Antes que a placenta e o cordão sejam descartados, o sangue é colhido por meio de uma punção na veia do cordão e drenado por gravidade para uma bolsa estéril com anticoagulante. Esse processo faz com que não haja contato do sangue com o ar, protegendo o material de quaisquer contaminações.
A realização do processo de coleta pode ser feita tanto em partos normais, em cesarianas ou partos múltiplos. O volume obtido varia de 70 a 200ml. O sangue da mãe também é coletado para testes de doenças que possam afetar as células-tronco do sangue do cordão no neonato.
Ao finalizar a coleta, a bolsa é selada e, juntamente com a amostra de sangue da mãe, identificada com código de barras.

Transporte: Após a coleta, o sangue é levado para o laboratório, e processado em até 48 horas. É acoplado à bolsa, um registrador eletrônico de temperatura e durante o transporte, a bolsa permanece em um recipiente térmico, que mantém a temperatura entre 4ºC e 24ºC. Um especialista leva o material pessoalmente ao laboratório da CordVida em São Paulo.

Processamento – separação das células-tronco : Ao chegar no laboratório, o sangue é submetido a múltiplas etapas de processamento. Em vez de congelar todo o sangue, separam-se primeiro as células mononucleadas, para que o volume da amostra seja menor. Essa redução permite diminuir significativamente as quantidades necessárias de dimetilsulfóxido (DMSO), protetor usado na criopreservação que pode causar efeitos colaterais no transplante de uma amostra (Anticancer Res).
O sangue é processado em sistema fechado e estéril, para que não haja risco de contaminação do material. Ao final do processamento, é realizado um teste de viabilidade e contagem celular do material a ser armazenado, assim como provas microbiológicas no sangue do cordão umbilical e exames no sangue materno, para detecção sorológica de HTLV, HIV, CMV, sífilis e hepatites B e C.
Os protocolos da CordVida foram projetados para obtenção do maior número possível de células-tronco viáveis.

Criopreservação: As células-tronco permanecem congeladas em bolsas criogênicas e armazenadas em nitrogênio líquido a -196ºC, em tanques vedados com a tecnologia BioArchive®, um sistema robotizado e computadorizado.